Piadas de Bêbado

Posted by Juliano Marcos de Farias on 21:32 in , , ,

Piadas de bêbados fresquinhas para você contar no boteco...


Num ônibus, um padre senta ao lado de um sujeito completamente bêbado, que tenta, com muita dificuldade, ler o jornal.Logo, com voz empastada, o bêbado pergunta ao padre:- O senhor sabe o que é artrite?Irritado, o pároco respondeu:- É uma doença provocada pela vida pecaminosa e desregrada:Mulheres, promiscuidade, farras, excesso do consumo de álcool e outras coisas!O bêbado calou-se e continuou com os olhos fixos no jornal.Alguns minutos depois, achando que tinha sido muito duro com obêbado, o padre tenta amenizar:- Há quanto tempo o senhor está com artrite ?- Eu? Eu não tenho isso não ! Segundo esse jornal aqui,quem tem é o Papa!!!



Um bêbado entra na igreja e ve o padre no altar falando para os fiéis que estavam todos de pé.- O álcool é a desgraça do homem, todos aqueles que querem ficar livres dele, sentem-se.Todos os fieis sentaram.Então o bêbado la na porta grita para o padre.- Só nós dois mesmo, né padre !

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CERVEJA: MITO OU REALIDADE?

Posted by Cronicas de Bebado on 18:12 in , , , , , ,

No Brasil hoje são produzidos, supostamente, 300 mil litros de cerveja por dia. Mas essa informação é manipulada por grandes lideres religiosos, políticos corruptos adúlteros e pelo cartel de rádios AM. Mas fica aqui uma pergunta que não quer calar: Cerveja realmente existe?
Para responder essa pergunta, nossos pesquisadores formados pela Grande Universidade Papal de Ruanda, foram para o interior do Piauí atrás de respostas. Prontamente nos deparamos com duas perguntas. 1º pergunta: Cerveja seria mito ou realidade? 2º pergunta: Cerveja cria barriga?
Chegando a Rodoviária local, nossos heróis então pararam em um boteco para tomar uma meia-dúzia de garrafas de catuaba e conversar com os populares locais. Logo veio a primeira constatação. O lugar era repleto de amendoim japonês e os deliciosos quitutes da dona Clotilde. Seria isso uma forma de manipulação das grandes multinacionais de amendoim e da distribuidora de quitutes da Dona Clotilde? Qual a relação disso com o mito da Cerveja e sua produção de barriga nos incautos consumidores?
Com esse fato na cabeça, resolveram fazer um estudo sobre os hábitos do populacho, questionando qual a forma com a qual eles se embebedavam. Inclusive se embebedaram para ficar mais a par do estudo. Foi uma festa! Cantaram em cima da mesa, dançaram a Macarena, brigaram entre , quebraram o bar todo, choraram abraçados balbuciado frases como “te considero bagarai” e fizeram uma roda de violão cantarolando grandes clássicos como: boate azul, a dama de vermelho, garçom e as mais belas páginas do cancioneiro popular brasileiro, louvando os benefícios do álcool em suas mentes. A loucura parou de repente, quando questionaram o motivo de ter tanto amendoim japonês e os quitutes da Clotilde oferecidos aos fanfarrões. Houve um silencio sepulcral e todos foram embora, olhando para os lados, como se alguém os tivesse observando.
Primeiro mito solucionado, cerveja “no ecxiste, esso ser apenas fruto de su conturbada imaginaçon”, parafraseando Quevedo, o Padre. Grande mestre desvendador das teorias conspiratórias mundanas e, assim como Jânio Quadros, famoso bêbado da Praça.
Mas, e as panças caprichadas do nossos entrevistados? De onde surgiram aquelas imensas protuberâncias flácidas e densas, que teimavam em aparecer indiscretamente sobre o vestuário dos mesmos? E onde fora parar minha roupa intima? Essas perguntas precisavam de respostas e já, principalmente de minha roupa intima.
Resolveram nossos desbravadores então se embrenhar na cultura local, e foram fazer uma pesquisa em campo, no qual consistia visitas à: Bares, Botecos, Botequins, Boates, Casa de Tolerância, Casa de Show, Wiskerias, Casa da luz Vermelha, Prostíbulos em geral, Centros de Macumba, Igrejas Evangélicas, Hospitais, Câmara de Deputados, Sindicato dos motoristas, mendicância, Alambiques Clandestinos, Fabrica de pipoca, Bocas de fumo, Apicultura, Embonecamento de fumo, Creches infantis, Lojas de brinquedos, Sex Shops e ainda a Paróquia local.
Em todos os ambientes visitados, estava sempre presente os deliciosos quitutes da Dona Clotilde, principalmente na mendicância, hospital e na paróquia local, o que nos leva a crer que não é a suposta cerveja (essa já comprovado mito) que cria a barriga, e sim os suculentos snack’s da mesma, feitos a base de Camarão, polvilho doce e Carne moída.
Com esses dados em mãos, resolvemos enfrentar os grandes empresários da mega industria multinacional Amendoinzeira asiática e por ultimo, mas não menos importante, a grande industria Quituteira, divulgando ao mundo a grande mentira imperialista sobre o mito da Cerveja.
Levamos ao conhecimento das autoridades legais nossa descoberta, mostrando o triste caso de Genésio, um menino de 11 anos vitima dos terríveis efeitos do consumo excessivo dessas guloseimas, vendidas sem censura nenhuma em rodoviárias, mendicância e paróquias locais, que nessa idade pesava 120 kilos e vivia sem nenhuma esperança futura.
Atualmente, Genésio esta em um clínica de reabilitação, tentando se livrar de seu vício, fazendo palestras em todo o Brasil, onde comprova que a cerveja é um mito e o vício mesmo esta, nas aparentemente inocentes, Snack’s divinos.


ACABOU... TCHÃÃÃÃN!!!!!!

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Poesia de Bêbado

Posted by Juliano Marcos de Farias on 11:27 in , , ,
Pensando no bem estar de nossos leitores que adoram o tema, o Crônicas de Bêbado irá postar poesias, provando que a manguaça também é uma arte.



EMBRIAGUEM-SE


É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.



Charles Pierre Baudelaire

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Receitas de Bêbado

Posted by Cronicas de Bebado on 21:31 in , , , ,
Pensando em nossos queridos leitores, que as vezes querem se embriagar e não arranjam uma boa desculpa, ou simplesmente querem impressionar a nova namorada ou o Chefe turrão (Nunca se sabe!) O Crônicas de Bêbado gentilmente irá postar grandes receitas da Culinária Mundial Encharcatícia, para a degustação de todos.
Apreciem com moderação!



Essa semana:
Macarrão com molho cremoso na Cachaça.




Ingredientes:
1 colher (sopa) de manteiga

1 colher (sopa) de azeite

1 cebola picada

350g de tomate

1 xícara de creme de leite

¼ xícara de chá de cachaça

¼ de colher (chá) de pimenta vermelha em pó

500g de macarrão

¼ xícara de parmesão ralado

1 colher (sopa) de cebolinha picada


Modo de Preparo


Retire as sementes e corte os tomates. Em uma panela grande derreta a manteiga com o azeite em fogo médio. Acrescente a cebola e frite até dourar, adicione os tomates e cozinhe até quase não sobrar líquido na panela, mexendo sempre, por 25 minutos. Adicione o creme de leite, a cachaça e a pimenta vermelha, ferva até engrossar o molho, aproximadamente 25 minutos. Tempere com sal a gosto e pimenta (o molho pode ser preparado 1 dia antes e conservado em geladeira). Numa panela grande cozinhe o macarrão em água com sal, mexendo as vezes até que ele fique macio, mas firme. Escorra. Depois de escorrido, coloque o macarrão em uma travessa. Esquente o molho em fogo brando e despeje sobre o macarrão. Salpique o parmesão e a cebolinha e sirva.




Receita publicada na revista Cachaça Brasil

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Sogra morta é que faz festa boa!

Posted by Cronicas de Bebado on 13:24 in , , , , , , ,



Hoje atropelei minha sogra. Ela estava tentando pegar uma moeda em baixo do meu fusca, quando sai cantando pneu pra cima da véia. O funeral foi uma alegria, todos cantando e bebendo o defunto.
Tudo aconteceu numa manhã de sexta-feira. Havia tempo que não rolava uma festa boa na comunidade. Dois dias antes, meu parceiro Vudú teve uma grande idéia: “Porque não matar a tua sogra e assim justificamos encher a cara?” Concordei sem pestanejar. Há tempos não agüentava mais aquela velha enchendo meu saco e falando o tempo todo o quanto eu era incompetente.
Comecei a me preparar psicologicamente na quinta, planejando como seria o ocorrido. Pensei em combustão espontânea ou em envenenar o purê de batata, que era a única coisa que aquela desgraçada podia comer, mas nada me agradou. Pensei então no trivial: um atropelamento em alta velocidade na minha garagem. Uma coisa corriqueira, extremamente comum de acontecer.
Na mesma noite dividi o pessoal em três equipes: Equipe Bovino em Brasa, cuidaria da carne; Equipe Carcará Encharcado, cuidaria das bebidas; Equipe Tatu Mocozado, iria se encarregar dos tramites do enterro (Achar uma cova, abrir o buraco, limpar o corpo e convidar a rapaziada com antecedência, para ninguém reclamar que foi chamado de ultima hora, ou que já tinha outro enterro pra ir). Eu, como o Grande Chefe Raposa Ladina, fiquei com a parte mais difícil: Proporcionar a naja esclerosada o fim mais devagar e doloroso possível.
Chegou o grande dia e todos já estavam ansiosos. Inclusive, o Uóchitu Kleitu, meu colega da igreja, já estava carneando o boi de 45 arrobas, patrocinado pelo Centro de Umbanda do Marcinho, e recepcionando a banda de pagode, que chegou mais cedo pra passar o som. Zezinho, menino que vi crescer, ficou encarregado de por a cerveja pra gelar. De repente, nos deparamos com uma coisa que não tínhamos pensado antes: e o carvão? Não deu outra, pedi pro meu tio, um bêbado conhecido da região, para invadir a casa da velha e providenciar umas cadeiras para fazer lenha para a fogueira, já que depois de morta, não teriam utilidade nenhuma mesmo.
A invasão foi produtiva. Seis cadeiras, uma mesa, uma estante, a TV anos 70 (Que era de madeira pura nas caixas) dois criado-mudos e um banquinho que a infeliz usava para sentar quando tomava banho. Falta de lenha não seria problema.
Iniciamos a operação Lontra Morta. Não seria difícil fazer com que ela me seguisse até a porta da garagem, já que esse era o esporte preferido da jararaca pela manha: Gritar a todos os pulmões que eu era incompetente e que minha esposa fez um péssimo negócio em casar comigo, ao invés do Asdrúbal da oficina de bicicleta. Além do que, ela já ficaria por lá para futricar a vida alheia e fazer fofocas com as velhas do curso de tricô e crochê.
Matei a velha violentamente. Passei 16 vezes por trecho em cima do corpo, para ter certeza que o serviço estava bem feito. Joguei a defunta no banco do carona, pus o cinto nela, pois não queria estragar o perecível e dei uma volta na comunidade buzinando e acenando para os transeuntes. A criançada não tardou em correr atrás do carro. Quando eu parava nas esquinas todas as pessoas vinham cumprimentar pelo serviço de qualidade que eu havia prestado a humanidade.
Chegamos ao churrasco e quando descemos do carro a banda de pagode começou a cantar – “Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades...” em ritmo de pagode. Quando a banda parou de tocar aquela música bonita, o silencio imperou, todos esperavam por um longo e emocionante discurso. O ato falou por mim, levantei a velha o mais alto que pude e mostrei a população como se fosse um troféu. A comunidade enlouqueceu, todos aplaudiam efusivamente, de pé e outros choravam emocionados, de alegria. Colocamos a velha sentada em um banquinho improvisado com tijolos e foi uma farra ver o povo todo dançando em volta da defunta e uns ainda tiravam a velha para dançar, mesmo com a grande quantidade de sangue que se esvaía pelo chão. E a festa rolou noite adentro: mais pagode, mais bebida, mais churrasco e a alegria comendo solta.
Veio gente de tudo quanto era bairro vizinho, inclusive o pessoal do morro do Coco Oco, que não perdiam uma festa, aqueles danados. Varava a madrugada e quando achávamos que a festa acabaria por falta de cerveja, o povo começou a se mexer e fizeram uma vaquinha, que arrecadou 943,22 reais para comprar mais cerveja, afinal, diziam as pessoas, não é sempre que se tem um acontecimento desses, que justifica uma festa tão eletrizante. Depois de seis horas ininterruptas de pagode, que a banda fez questão de tocar de graça, eles estavam acabados, queriam aproveitar a festa também, olhei pra eles de relance e falei: “Aproveitem, a festa é de vocês”. Na mesma hora um DJ conhecido na região já montou as pick up’s e fez questão de tocar o mundialmente famoso funk “Um morto muito louco”. E novamente a festa incendiou com a dancinha coreografada da música em questão. O sol já estava raiando, e ninguém queria ir embora, o dia amanheceu com um sorriso diferente no rosto das pessoas, o Sol brilhava mais, o céu era mais azul e os pássaros cantavam felizes. E assim seguiu pela semana adentro, a comunidade estava mais unida, mais tranqüila e mais educada, parecíamos todos uma grande família.
Foi chegando o final de semana e as coisas começaram a voltar ao normal. Aquele brilho nas pessoas já estava se apagando e a violência voltou a comer solta na favela. Precisávamos fazer algo. Tinha chegado à quinta feira e ninguém tinha morrido ainda, ou se oferecido para tal.
Meu grande amigo Vudú apareceu lá em casa para tomar um martelinho de catuaba e teve novamente uma grande idéia: E que tal se matássemos teu sogro?

FIM... Até a próximo vitima.

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Teutônia, Um dia na vida de uma Bündchen

Posted by Cronicas de Bebado on 09:48 in , , , , , ,

Estava realmente chateada. Há 3 anos que não pegava ninguém, ninguém me cantava e quando eu fazia Topless na praia pessoas vomitavam, outras viravam o rosto com cara de asco e gritavam que iriam chamar a policia. Meu nome é Teutônia Bündchen e essa é a minha história não autorizada.
Tudo começou em uma tarde de terça-feira chuvosa. Me olhava no espelho e me sentia uma trombada de frente em alta velocidade entre um ônibus escolar e um caminhão de acido radioativo. Tentava me controlar, não é fácil nos meus 17 aninhos ter 2,23 metros e pesar 28,5 kg. Sempre ia a escola e o pessoal me chamava de caniço Somaliano. Vários meninos e meninas me batiam, incluindo a minha professora e o Diretor da escola. Não é fácil ser adolescente nos dias atuais.
Eu era a sensação do time de vôlei local. Sempre era escalada para segurar a rede, pois faltava uma das varas que usavam para amarrar a cordinha. Mas sempre que o jogo era masculino, incrivelmente, todos os saques eram dados no meu rosto. Chorava copiosamente todos os dias. Me masturbava pensando no Gianecchini, e todos os homens bonitos que a TV nos impõe. Quando arrumaria um macho desses? Já estava feliz se arrumasse uma amiga que me compreendesse e me aceitasse do jeito que eu era, não me importaria em andar de joelhos para tê-la ao meu lado.
Mamãe começou a se preocupar por que eu não menstruava. Dizia ela que tinham colocado anabolizante para cavalo na minha mamadeirinha de 5 litros.
Sempre conversava com minha mãe, mas ela era muito ocupada, estava sempre na academia. Ela estava treinando para o campeonato mundial de fisiculturismo. Mamãe sempre se dedicou demais ao esporte, tanto que fui criada mamando no peito dela enquanto ela fazia um supino inclinado com anilhas de 250 kilos cada lado. Ela era minha heroína depois de uma temporada com Schwarzenegger. Mas, assim como minha prima, eu queria seguir a carreira de TopModel internacional. Ganhar muito dinheiro com isso, ficar famosa e namorar o Leonardo di Caprio. Sabia que um dia meu sonho se concretizaria, pois sempre ouvi que nossas palavras se tornam realidade. Mas quando ia a um recrutamento de modelos, inexplicavelmente, os jurados sempre vomitavam no chão, principalmente quando fazia o desfile de biquíni.
Estava desesperada, até que um Guru Indo-Luso-Somaliano, que morava em baixo da marquise de uma Sorveteria perto de minha casa, quando me viu passando pela rua, me chamou de “gostosa”. Aquilo foi um sinal dos deuses. Havia encontrado o homem de minha vida. O príncipe sem cavalo, com barba por fazer e cheirando a urina, que iria mudar minha vida. Me aproximei dele, tocando em seu cabelo seboso e ajudei-o a se levantar, pois na ocasião estava completamente embriagado. Ele tinha menos de 1,5 metros, e um bafo de raposa morta em beira de estrada. Aquilo me deixou excitada/encantada, arrepiando até os cabelos do meu peito. Estava no paraíso, tinha certeza disso.
Olhei dentro do grão dos olhos dele e convidei-o a morar comigo. Depois de eu confirmar que tinha muita comida sobrando em casa e jurar que eu não o usaria como empregada doméstica, levei-o para minha humilde residência.
Dei banho, aparei o cabelo e a barba, comprei roupas novas, modernas e cremes para mãos, pés e corpo, e um perfume da Avon, pois o dinheiro ficou curto.
Era um novo homem, lindo de morrer, de causar inveja a Vera Fisher ou a Sônia Braga. Desfilei com meu macho na escola. Todos me olhavam agora com outros olhos. Meu príncipe parecia um misto de Márcio Garcia com o Fábio Assunção e Brad Pitt do cangaço.
Arrumei-o um empreguinho de Juiz, afinal, ele era advogado formado em Harvard com MBA em Princeton, na área de Direito Internacional. Em menos de um mês nos mudamos de minha casa de 4 cômodos para a mansão do bairro. Estava adorando minha nova vida. Era a rainha da Cidade. Agora ninguém mais me batia, menos o Diretor da Escola e minha professora, que insistiam em continuar me espancando no recreio.
Mas, no demais, tudo estava um sonho. Até que, num belo dia de sol, ao acordar, me deparei com 200 guardas armados no meu quintal. Olhei para o lado e vi pela janela, meu príncipe fugindo com a empregada marroquina no Helicóptero que comprou em meu nome, 64 prestações, sem entrada. Estava assustada, tentando me recompor, quando um oficial de justiça entrou porta adentro, com um mandato na mão, dizendo que havia recebido denuncia de que o Excelentíssimo Juiz meu marido estava mantendo um “marrecão do banhado” em cativeiro, sem o devido registro do IBAMA. Na questão, o suposto marrecão, era eu. Quem havia denunciado, era a empregada marroquina, que já tinha a 16 anos um caso com o Genovaldo, meu meretíssimo esposo. Não adiantou tentar argumentar com o oficial de justiça. Eles me deram 3 tiros com dardos de sedativos. Só ouvia os oficiais da policia ambiental dizerem que eu era um animal perigoso e estava muito mal tratado. Fiquei zonza e caí, estrebuchando e urrando.
Passei 7 dias em coma induzido sob os tratos do IBAMA. Os veterinários conversavam entre si, dizendo que eu tinha sido muito espancada pelo meu antigo dono, e sofrido abuso sexual, além de ele ter me deixado passar fome.
Hoje sou uma das principais atrações do Zoológico Garcia, onde eles me dão comida e eu faço meu truquezinho de me fingir de morta. Pelo menos não apanho mais dos colegas da escola, do diretor ou da professora, e ainda encontrei um macho que está tentando a 7 anos acasalar comigo, buscando a perpetuação dessa espécie tão bonita e ameaçada de extinção.



Na crônica de hoje, vimos o caso de Teotônia Bündchen, que apesar de parecer muito engraçada, é a triste realidade dos nossos animais brasileiros. Por isso, nunca maltrate nenhuma animal. Um dia você pode estar no lugar dele e ser o centro das atenções de algum Zoológico Garcia, além, de ter um grande macho tentando copular com você.

FIM





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