O INCRIVEL GAÚCHO QUE MENSTRUAVA PELO ANUS

Posted by Cronicas de Bebado on 16:34 in , , , , , , ,


No começo achei que era hemorroida, aquilo sangrava, doía e meus peitinhos ficavam sensíveis, hoje vejo que sou uma candidata a mamãe, afinal mênstruo pelo anus cinco dias por mês e meu ciclo é regular.
Foi numa tarde de verão, tocava o gado tranquilamente enquanto sorvia meu mate, quando senti um friozinho passando pelo meu corpo e uma dor que me corroeu por dentro, nesse momento senti um liquido viscoso e quente saindo da minha bunda. Pensei que tinha me cagado e ape-ei do baio para ver o que estava ocorrendo. Quando vi a mancha vermelha em minha sela, me apavorei. Pensei que tinha tido uma hemorragia, de tanto sangue que estava descendo. Na mesma hora, meus peitos intumesceram e o roçar da camisa neles me incomodou. O que estaria acontecendo comigo? Até o potro estava tentando me montar.
Saí em disparada ao posto de saúde da cidade, com medo de sangrar até morrer, minha sela já estava fazendo poça, escorrendo pela bombacha e criando lodo na meia, achei que estava perdendo a bunda. Chegando no posto, fui atendido em emergência, afinal eles viram o estado das minhas pantalonas.
O médico, muito querido e dedicado, com uma mão linda, fez todos os exames para ver se minha hemorróida não estrangulou. Felizmente, estava tudo bem em meu anus, tirando apenas o fato de eu estar com um fluxo intenso. O médico pediu novos exames para descartar algum problema de próstata. Passei 10 dias preocupado, mas em cinco dias, tudo voltou ao normal. Apenas passei a ter uma intensa necessidade de me masturbar olhando a G Magazine do Vampeta. Era só uma fase, achava eu.
Os exames chegaram e não revelaram nada. Muito pelo contrário. Minha saúde estava perfeita, exceto que meus hormônios estavam em guerra.
Toquei minha vida normalmente na lida do campo, até que no próximo mês, exatos 28 dias depois, aconteceu novamente. Dessa vez, a coisa avisou que estava chegando, pois meu humor mudou e 4 dias antes me sentia carente e chorava, sem explicação lógica. Senti falta de um afago e nem o abraço que eu dava nos tourinhos resolvia. Refiz os exames, e novamente não deu nada. Resolvi procurar a benzedeira da fazenda. Era minha ultima esperança.
Cheguei meio cabisbaixo. Expliquei toda a situação para a senhora, dizia ela que um milagre da vida estava para acontecer e disse que não poderia fazer nada, que tudo fluiria naturalmente. Saí de lá sem entender nada, aquela velha era maluca.
Uma semana se passou e eu ainda não tinha respostas, nesse ínterim, comecei assistir todas as novelas que passavam, incluindo o “vale a pena ver de novo”, eu chorava e torcia pelas mocinhas da novela, achava aquilo tudo lindo.
Realmente estava sensível, deixei a lida do campo para trás, não queria saber mais de trabalhar, meus pés estavam inchados e sentia cólicas terríveis. Ao invés de trabalhar ficava em casa assistindo filmes como: Ghost, Titanic, As pontes de Madison, O guarda-costas e o filme mais maravilhoso de todos os tempos, Love Story. Que delicia, estava começando a gostar dessa vida. Passava a tarde toda de cueca e olhando minha bunda no espelho para ver se tinha celulite.
Passei em uma loja de cosméticos e comprei creme para a celulite e um anti-rugas que ninguém pode viver sem.
Minha família começou a fica preocupada e me levaram para um especialista em Campinas, São Paulo. Lá fizemos vários exames, onde surpreendentemente constataram que eu tinha trompas de Falópio e Ovários, na cavidade anal. Sim, estava menstruando. Fiquei super feliz, agora poderia ter um filho lindo. Só faltava um bonitão para ser papai. A partir dessa constatação passei desesperadamente a sorrir para todos os homens na rua, buscando um pai para o meu neném.
Resolvi que em minha cidade não encontraria ninguém a altura. Fui para uma cidade perto da minha, onde poderia encontrar meu príncipe encantado. Lá com certeza seria melhor compreendido.
Tchê-gay ao meu destino as 24:24 da madrugada, isso só poderia ser um sinal! O espírito gaudério conspirava ao meu favor. . Imaginei que aquela hora a cidade estaria fervendo de gente como eu. Não encontrei nada aberto. Onde será que meu povo se encontra nesse momento? Lembrei que era segunda feira. Tentei encontrar vaga nos hotéis da cidade, nenhum deles estava me agradando.
Carlão me salvou! Dono de uma pousada simplória, porém de muito bom gosto, Carlão me ofereceu o melhor quarto da pousada, coincidentemente ao lado do dele. Perguntei ao moço robusto onde teria uma farmácia a essa hora, afinal, precisava comprar mais modess pois estava de chico.
Sai em busca de meu precioso produto, quando me deparei com uma placa de precisasse garçom. Seria minha chance de conhecer o povo da cidade e quem sabe esbarra com meu homem enquanto lhe servia um champagne, caipifrutas ou ainda keep cooler geladinho.
Aceitei a vaga e combinei de estar lá no dia seguinte, perto do meio dia, para iniciar meu treinamento e minha busca pela felicidade. Chequei a farmácia a aproveitei para comprar modess tamanho gg e furar as orelhas, já que sentia que faltava algo para abrilhantar minha imagem. Com uma argola de strass lindo de morrer, troquei meu chapéu por uma tiara e deixei a bombacha por uma calça saint-trope. Meu lenço foi para o ar, comprei uma echarpe rosa - bebe, estava pronto para iniciar a nova vida.
Voltei à pousada para descansar, Carlão estava na varanda apreciando um drink a base de catuaba, amendoim, ovo de codorna, folhas de pau do índio, garrafada, extrato de viagra e um super concentrado de ostra. Sentei-me ao seu lado e comecei a conversar sobre a vida. Carlão me contava várias histórias da cidade natal dele, de como ele foi criado pelo seus pais adotivos junto com suas 11 irmãs também adotadas. Percebi que aquele era o meu mundo, realmente me sentia em casa, com pessoas que me compreendiam por inteiro.
Contei meu “pequeno problema” para ele, Carlão ficou emocionado e chorou, falou que isso era uma dádiva divina e que todas as pessoas iriam morrer de inveja naquela cidade e que o homem que fosse escolhido para ser o papai do meu bacuri seria um afortunado. Chorei junto.
Achei que Carlão se ofereceria para ser o reprodutor, mas o convite não veio. Fiquei um pouco apreensivo, pois esperava por isso. Tudo bem, hoje a gente perde, amanha a gente ganha.
Beijei Carlão na bochecha e me despedi quando o sol começava a raiar. Não agüentaria ver o nascer do astro rei ao lado daquele homão sensível sem chorar e implorar por um beijo quente naquela boca carnuda. Definitivamente estava em meu período fértil.
Coloquei o Baby-Doll que comprei antes de viajar e fui dormir. Tinha que estar descansado para meu primeiro dia de trabalho. E ainda tinha que depilar minhas pernas, axilas, peito, anus e virilha antes de ir trabalhar.
Meu dia começou puxadíssimo no bar, vários fregueses impacientes esperavam por um serviço perfeito. Que correria, estava dando tudo de mim, quando de repente uma briga acontece em frente ao bar.
Todos correram para assistir a dois gladiadores másculos se pegando no pau. Não iria perder aquela cena por nada no mundo. Vai que estaria ali meu touro reprodutor, o futuro pai do Junior.
Aproximei-me e notei que os lutadores brigavam por uma pessoa. Infelizmente não era eu. Seria a realização de um sonho ver dois machos se pegando por mim. Parecia coisa de novela mexicana, onde o Otaviano Augusto e o Adriano Anderson brigavam pela mocinha, e os dois ficavam com ela no final. Que delicia!
Resolvi chegar mais perto, e aproveitei para levar um Keep Cooler geladinho, caso algum garanhão precisasse recuperar suas forças. Os dois homenzarrões se agarravam num baile perfeito, entrelaçando suas pernas grossas e peitorais cabeludos um no outro. Estava adorando aquilo, louca para descobrir quem era a “Felizarda” dona dos corações desses heróis.
De repente ouvi um grito que arrepiou todos os pelinhos do meu corpo. Alguém gritou pedindo que aquela loucura acabasse. Deus ouviu minhas preces, pois nesse momento, o jovem detentor daqueles homens, pediu um Keep Cooler Geladinho. Realmente era um sinal. Estava no caminho certo para alcançar meu intento. Seria esse o jovem que se tornaria pai do meu rebento.
Não era. Logo em seguida ele foi embora para nunca mais voltar, os dois homens lindo se pegando saíram abraçadinhos e ninguém deu bola pra mim. Voltei a estaca zero, estava solteira.
O tempo passava e nada de eu arrumar um pai para meu futuro filho. Meus períodos férteis estavam cada vez mais distanciando. Estava com medo de entrar na menopausa e não ter meu pimpolho. Ó insensato destino. Me trouxe uma dádiva maravilhosa e já quer tira-la de mim. Decidi que precisava atacar os homens na rua e nos locais públicos. Infelizmente essa pratica não estava dando resultado. Estava a ponto de iniciar um processo de estupro coletivo violento na cidade.
Passaram-se alguns meses e meu ciclo começou a ficar irregular. Me preocupei e procurei o medico da cidade, que com certeza me indicaria um repositor hormonal que me fizesse reviver a juventude que outrora habitava em meu ser.
Veio a má noticia, que me tomou de assalto. Meu ciclo estava acabando. Ele me informou que em alguns meses, eu pararia de menstruar. Estapeei aquele monstro quando ele chamou minha dádiva divina de “simples hemorragia Esfincteritia”. Como ele se atreve a dizer isso de Falópio.
Em menos de um mês, comecei a sentir alterações em meu corpitcho. Minha barba, que já não era tão espessa quanto antes, voltou a nascer arranhando até o travesseiro de penas de avestruz que comprei num brechó. Meu saco voltou a inchar e meus mamilos pararam de doer. Minha mangueirinha dava sinais de ereção novamente, e não era com a G Magazine do Vampeta ou do Frotinha. As novelas já não tinham mais sentido para mim. Parei de chorar pela Vera Fischer e todos seus papeis maravilhosos.
Num belo domingo, acordei com uma vontade incontrolável de tomar chimarrão assistindo o Gre-Nal. Mesmo assim, no primeiro tempo, fiquei reparando nas coxas dos jogadores do Inter.
Estava chegando o dia de minha menstruação descer, mas estranhei o fluxo tinha diminuído consideravelmente, o sangue era pouco e bem ralinho, assemelhava-se ao molho de cachorro quente sem cebola do Chicão, uma biboca de lanches que tinha perto de casa.
Passei numa banca de revistas, pensando em comprar a ultima edição da CLAUDIA, mas alguma coisa me induziu a comprar a Playboy da Mulher Melancia. Não resisti quando vi a bunda daquela mulher na capa. Que delicia.
Estava me sentindo estranho. Não podia ver uma mulher passando por mim que meus olhos seguiam sua bunda até onde a vista alcança. Resolvi que deveria testar minha feminilidade.
Fui até a praça da cidade procurar por um garoto de aluguel. Escolheria o mais pintudo para ter certeza de que minha iniciação seria inesquecível. Conheci Jorjao, um negro lindo, alto, de olhar profundo, e 38,5 cm de puro prazer. Fomos para minha habitação e Jorjão não contou tempo, me agarrou e me fez mulher. Paguei ao rapaz e fiquei em pé com os olhos arregalados, pois não dava para sentar, me sentindo usado. Acho que estava enganado, não sou mulher. Um sentimento de culpa me tomou a alma, me lembrei da minha lida no campo, cuidando do gado e tomando meu mate bem quente. Lembrei também que era casado e tinha dois filhos já criados e que desde que eu fugi da cidade nunca mais tinha falado com eles. Meu destino estava traçado. Iria voltar para minha cidade e fingir que aquilo tudo foi um sonho.
Parei de menstruar naquele mês. Aquilo nunca mais aconteceu, com a Graça do Santo dos Gaudéiros Machos.
Fazia dois meses que havia retomado minha vida. Minha esposa estava mais faceira que nunca, achando que eu tinha sido abduzido por seres extraterrestres. Meus filhos ficaram orgulhosos em saber que eu havia voltado de uma viajem sideral. Estava tudo normal e todo mundo havia esquecido que um dia, eu menstruei pelo anus.
Resolvi ir a cidade fazer uma fezinha na Mega Sena. Levei toda a família para me acompanhar. Na hora pintou a duvida: em que números jogar.
A Cleuserei Maria, menina que vi crescer, era a atendente da lotérica. Ela deu sugestões.
- O Senhor pode jogar assim: 1º Numero, Qual sua idade
- Bota ai, 43 – Respondi a ela.
- Agora a idade de sua esposa.
- 38.
- Muito bom, agora a dos filhos.
- 15 e 11.
- ótimo, agora, como somos íntimos, posso lhe perguntar algo mais pessoal: Quantas vezes o senhor afoga a cobra por semana?
- 3 vezes
- Bom, agora falta mais um numero, então, quantas vezes o senhor já liberou o TOBA por aí?
- Que absurdo, eu nunca fiz isso.
- OK, então vamos considerar Zero.
- Prontinho, está aqui seu comprovante e boa sorte.
Segui meu caminho, já calculando o que faria com o dinheiro ganho: 60 milhões de Reais.
No dia esperado, toda a família reunida, aparece o William Bonner dando o resultado do jogo no Jornal Nacional.
- 01, 03, 11, 15, 38 e 43.
Meu grito foi ouvido por toda a estância: - Desgraçado! Por uma mentirinha a toa, deixei de ficar milionário...

FIM

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